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Máquinas de locação de vídeos e DVDs ganham cada vez mais espaço

                                   As locadoras de vídeo estão ganhando uma nova concorrente. Não se trata de uma adversária de peso, já que ela é leve, compacta e exige o trabalho de um único funcionário. Mas causou uma pequena revolução no setor: uma vez de ocupar uma loja, a locadora agora cabe numa máquina. O acervo de vídeos__e DVDs__, pouco mais de 600 títulos até agora, vai dentro dela. As três primeiras máquinas chegaram há pouco mais de um ano, mas, sem divulgação, mal foram notadas. O negócio teve impulso a partir de janeiro. Hoje são oito em funcionamento, utilizadas por cerca de 5000 clientes. A meta da Cinebank do Brasil, a maior empresa a instalá-las por aqui, é ter cinquenta máquinas em São Paulo até o fim do ano. Quatro delas estão em supermercados da rede Pão de Açucar. A operação é simples e muito parecida com a dos caixas eletrônicos de bancos. O cliente retira o filme com um cartão magnético e uma senha pessoal. A cada utilização, o cartão vai sendo debitado, em sistema análogo ao dos telefones celulares pré-pagos. Apesar da facilidade, um funcionário permanece no local, das 10 às 22 horas, para ajudar os calouros. É ele também quem cadastra os novos clientes. "É cômodo para quem faz compras", diz a assistente de vendas Cristiane Maimone, que na semana passada, com o marido José Roberto de Almeida, retirou o DVD do premiado Gladiador de uma máquina instalada no Pão de Açucar da Avenida Doutor Ricardo Jafet.

                                  A locação é bastante vantajosa para aqueles que conseguem ficar pouco tempo com a cópia. O preço de um lançamento, como A Cela_ uma das bombas comerciais em que Jennifer Lopez se envolveu recentemente_, pelo período de seis horas, é 1,99 real. Passando disso, até 24 horas, 3,99 reais. O cliente pode escolher o filme por ator, diretor e sinopse_ além, é claro, do título em português. A notícia só não é muito alvissareira para cinéfilos renhidos. Não há planos para Glauber Rocha, nouvelle vague nem para produções iranianas "Nosso negócio é trabalhar com lançamentos", diz Rodrigo Brotero, da Cinebank.

Otávio Canecchio
VEJA SP,11 de abril, 2001